quarta-feira, 8 de abril de 2009

Comportamento


"O Monstro"

William Shakespeare, comentou certa vez sobre um tal "monstro de olhos verdes", que devastava o pensamento dos homens e poderia acabar com qualquer relacionamento, o monstro de que el falava é o ciúme.
Pois bem, eu durante esta minha vastissima vivencia, do alto de meus 25 anos, travei contato algumas vezes com o tal monstro de olhos verdes, porem conheci muito mais a fundo um outro monstro, sem nada de glamour, olhos verdes? Nem pensar.
Poderia descreve-lo como um cara mediano, de olhar mortiço, meio barrigudo, daqueles que param do seu lado e você nem percebe, e é justamente assim que ele te ataca, de mansinho, discretamente, sem você se dar conta.
Tudo começa assim:
Era uma vez um casal apaixonado, daqueles que querem fazer tudo juntos, ver televisão juntos, tomar banho juntos, comer juntos, enfim, querem fazer tudo a dois.
Para solucionar este impasse o casal resolve "juntar as escovinhas de dente", e voilá!
Problema solucionado!
Aí no começo é aquela maravilha:
Sexo pela casa toda, a toda hora.
Assitir Dvd abraçadinho, ela fazendo as comidinhas que ele gosta e ainda tudo isso acompanhado pela praticidade da divisão de contas.
Hoje em dia é muito comum pegarmos este "atalho" e simplesmente dividirmos a casa com um namorado que acabamos de conhecer.
Eis que passado algum tempo, sorrateiramente, o monstrinho aparece, vai se infiltrando sorrateiramente, surge numa pasta dental aperatada pelo lado errado, o tampa do vaso sanitário vem quase simultâneamente, o ranger de dentes que não te deixa dormir, alem dos roncos insuportaveis.
manias até então camufladas surgem a todo instante, e atpe aquelas manias que você achava "engraçadinhas" passam e te deixar mais irritada "que anão em comicio" (desculpem não resisti a uma piadinha infame no meio do texto).
Eis que então o sexo a por toda casa a todoa hora, se torna, com muito custo, semanal.
Assitir Dvd abraçadinho, vira uma guerra de nervos para ver quem vai escolher o filme.
E ao preparar a "comidinha que ele gosta" voc~e tem vontade de temperar o prato com uma pitada de cicuta.
Até que enfim você se dá conta, aquele monstrinho que apareceu sem ninguem perceber, discretamente, virou um monstrão e nome dele é CONVIVÊNCIA.
Existem casais bastante perspicazes que conseguem combater o monstro convivencia, quando ele ainda está na fase "larva" hehehehe, o antidoto é seguinte:
Altas doses de paciência, grandes porções de tolerância, muita compreensão e principalmente AMOR verdadeiro.
Porem quando o casal deixa passar e acha que o monstro da convivencia, não faz mal a ninguem, se acostumam com ele, e o acham até um cara bacana...Significa que o monstro já deu cria, seus filhotes chamam, ROTINA, TÉDIO e o pior de todos a INCOMPATIBILIDADE.
Quando vem a rotina vocês acabam passando por cima do que incomoda, por pura comodidade, isso é péssimo.
Aí vem o tédio, e vocês nem reclamam mais de nada por pura preguiça.
Por fim aparece a incompatibilidade e aí dói, dói muito, porque quando isso acontece, percebemos que apressamos as coisas, que juntar os trapinhos foi a maior cagada, e que o melhor a se fazer é colocar mesmo um ponto final.
O conselho é o seguinte:
Antes de enfiar alguem na sua casa (ou se enfiar na casa de alguem), conheça bem os amigos, habitos e familiares da pessoa, se algo não agradar, pense que com a CONVIVENCIA a tendendcia é piorar.
Não se prenda a situações por comodidade, carencia, ou medo de ficar sozinha.
Parta para outra e dê a chance para os DOIS de encontrar alguem que os complete!

6 comentários:

Experiência Diluída disse...

Gostei do teu texto, bem legal...Realmente, ciume e convivência são coisas dificieis de lhe dar. Eu n sou ciumenta, mas meu namorado é bem ciumento, so q ele fala q n é...E tpo, ele se incomoda com a minha n observação p alguns atos q ele comente, como ir a um show sozinho, sem me avisar, só pq eu tinha viajado. Eu n fiquei c ciume, e no final ainda quis saber como fo ia experiencia dele. Ele achou q eu ia brgar,mas n foi assim, e a situação ficou super engraçada.

Tenho medo de morar junto...acho q n sou uma pessoa boa de convivencia.

Fernando SP disse...

Muito bom esse texto hein... tenho 26 anos, moro sozinho e estava pensando seriamente em abrigar o tal monstro... mas depois desse desabafo, vou esperar um pouco mais...rs

Anônimo disse...

Adorei o seu blog, encontrei aqui por acaso... e quer saber eu decidi pular fora desse montrengo.

Carol disse...

Adorei seu texto. Simplesmente perfeito.
Nada como ter experiencia para poder escrever com tanta descricao.
Particularmente ja vivi esta situacao e agora apos o tombo, estou em rumo ao infinito da minha solteirice ate encontrar alguem que realmente valha muito a pena.
Atencao mulheres... usem mais a razao... Beijos
Carol

Ludmila disse...

hahaha. Seu texto é perfeito. mas nao acredito que a solução proposta no final seja a solução. Pq se vc sempre deixar o monstrinho ir todas as vezes que ele virar monstrao, vc nao vai consitituir familia e provavelemente vai ficar solteirissima por toda a vida. Ou parcialmente solteirissima, ja que vc abriga um montrinho e depois passa pra frente o monstrao. Fazendo assim a fila andar.

Hoje os relacionamentos acabam no monstrao. Mas o monstrinho sofrre varias mutações durante a vida deentro do relacionamento.

Quem passar pelo monstrao e sobreviver, vai possivelmente contruir um lar de verdade. quem acreditaria que depois de a lagartinha engraçadinha se transformar num casulo chato, parado, sem cor se tornaria uma borboleta?? ((epa epa, não espere tanto do mostrinho)) kkkk
Mas como costumo dizer, casamento, maternidade, não é pra qq um.

bj cha
queria seguir teu blog, mas nao achei essa opçao
Ludmila

Canto do Lufa disse...

O relacionamento humano é muito complexo!

Viver com uma pessoa signifca aceitá-la, respitá-la e vice e versa. É muito difícil! Alguém sempre tem que abrir mão de algo pelo outro.

Geralmente o primeiro ano tudo é um mel mas se não tomar cuidado com o tempo pode virar a digestão desse mel, ou seja um PEIDO.